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O medo é e uma sensação que proporciona um estado de alerta pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto física como psicologicamente. É também uma reação obtida a partir do contato como algum estímulo físico ou psíquico de mentira, interpretação, imaginação ou crença que gera uma resposta de alerta no organismo, preparando o indivíduo para lutar ou correr.

O mais interessante é que o oposto do medo é o amor, essa é a vacina, pois naquilo que colocamos o coração na frente sentirmos coragem, que é “cor agem”, isso é agir pelo coração.

Por isso um dos maiores paradoxos humanos é o medo de amar. É comum aos dois sexos e a todas as orientações, então, sejam mulheres, homens, héteros ou homo afetivos, todos podem cair nessa armadilha.

O medo de amar nos paralisa e nos afasta do que mais queremos na vida, é como morrer de sede em frente ao mar. Com ele nos afastamos da possibilidade de amar, ser amado e de ter auto amor, achando que com isso mantemos nosso equilíbrio e nossa vida intactos, sem dor, sem sofrimento, sem desequilíbrios. Ledo engano, sem aceitar e viver o amor, o que há de mais belo em nós mingua.

Na verdade o que temos que aprender é que o amor faz a vida florescer e traz equilíbrio quando vivido com a maturidade entre dar e receber, amar e ser amado, amar a outra pessoa e se amar também, pensar no outro e em si próprio ao mesmo tempo,… Assim, o amor ocorre de uma forma que queremos estar perto e compartilha, mas sem se perder de si, do equilíbrio e da vida. Dessa maneira o amor vira entendimento e compreensão. Apoio mútuo e companheirismo. Aprendemos um com o outro e as partes se complementem sem se despersonalizar, sem perder a individualidade e a importância de cada um dentro e fora da relação. É um abrir espaço para o “eu”, para o “outro” e para o “nós”

O medo de amar muitas vezes nasce de relações doloridas do passado, onde sofremos demais. Afinal, quem nunca se jogou de cabeça num amor? Quem nunca se machucou por isso? Sim, dói!

A dor as vezes insuportável de não ser correspondido, ou quando o amor do outro acaba e o nosso não, quando o outro não se envolveu tanto quanto a gente. Dessa maneira, muitas são as pessoas que encontraram um amor verdadeiro correspondido, mas que por medo não se permitem viver nesse amor. Fecham-se as possibilidades, fecham o coração e não dão espaço para o outro se aconchegar nesse espaço. A grande perda na verdade está em não permitir vivenciar esse amor. O grande desequilíbrio é não viver isso por medo de se perder no outro. Mas, isso não é necessário desde que se preserve a autoestima na relação.

Amar às vezes realmente não é fácil e podemos nos perder um pouco, mas somente o suficiente para que o outro caiba em nossa vida amorosamente sem grandes perdas, mas com grande complementariedade, cumplicidade e compartilhamento. Então é necessário abrir as portas de nosso coração e de nossa vida. Sair desse grande isolamento dentro de nós mesmos, ainda que nos sintamos inseguros, mas é desnecessário paralisarmos por medo.

Às vezes devemos nos perguntar: Qual o tamanho de uma vida onde o amor foi desperdiçado? Queremos viver na doença do medo ou na cura do amor? Vale a pena deixar de viver o paraíso em nós porque em nosso caminho pode haver pedras? Decidimos viver na segurança da solidão ou ousadia de amor? Estamos dispostos a perder tanto por medo de arriscar?

Muitas vezes dizemos que temos medo do outro, mas vale a pena citar um trecho da música “Medo de amar n° 3” de Adriana Calcanhoto: “ Você não tem medo de mim, você tem medo do amor que você guarda para mim”. Pense nisso!!